Mobilidade urbana e balneabilidade das praias são principais desafios para temporada de verão na Capital

Mobilidade urbana e balneabilidade das praias são principais desafios para temporada de verão na Capital
Foto: Arquivo/Secom

Uma pesquisa realizada pelo Destino Floripa & Região com representantes de hotéis, restaurantes, organizadores de eventos e prestadores de serviços revelou otimismo moderado para a temporada de verão 2024/2025 na Capital catarinense. Apesar do alto potencial de crescimento no fluxo de turistas, desafios estruturais permanecem uma barreira para a consolidação de Florianópolis como destino turístico global.

Expectativa de crescimento turístico

Para 46,7% dos entrevistados, o fluxo turístico terá aumento significativo, enquanto 38,8% projetam elevação moderada. Além disso, 80% acreditam que o tempo médio de permanência dos visitantes será maior.

O fortalecimento de mercados tradicionais, como o argentino, e a expansão para novos mercados internacionais são apontados como os principais vetores de crescimento, com os turistas estrangeiros devendo representar 20% do movimento.

O turista chileno surge como principal aposta para 2024/2025, seguido por argentinos, europeus, uruguaios e paraguaios. O aumento no fluxo está atrelado à inauguração de novas rotas aéreas, conectando Florianópolis a destinos estratégicos, como Portugal, Caribe e América do Norte, além de países do Mercosul.

Impacto das datas comemorativas no turismo

O Réveillon permanece como a data de maior impacto econômico para o setor, com 80% dos entrevistados defendendo a manutenção dos shows pirotécnicos e a adoção de alternativas sustentáveis. Por outro lado, há consenso sobre a necessidade de maior antecedência na divulgação das atrações de Natal, Réveillon e Carnaval para potencializar a captação de turistas, especialmente internacionais.

Desafios estruturais e gargalos do turismo

Apesar do otimismo, a pesquisa destaca desafios críticos que impactam diretamente na experiência dos turistas e na imagem da cidade:

Mobilidade Urbana: apontada como o maior problema por 86,7% dos entrevistados, Florianópolis enfrenta dificuldades para acomodar o aumento no tráfego sazonal.
Balneabilidade das Praias: questão destacada por 64,4% dos participantes, com impacto direto na atratividade das praias, que são o principal ativo turístico da cidade.

Infraestrutura e Serviços: 88,8% dos empresários do setor investiram em melhorias e ampliação de equipes, mas apontam que ações integradas com o poder público são necessárias.
Outros desafios: segurança pública (35,6%), abastecimento de água (33,3%), alagamentos (31,1%) e fiscalização de ambulantes (20%) também figuram entre os pontos de atenção.

Impacto econômico e geográfico do turismo

Entre os estados brasileiros, o Rio Grande do Sul lidera como principal origem dos turistas, com 80% do fluxo esperado, seguido por São Paulo (75,6%) e Santa Catarina (57,8%). No âmbito internacional, a aposta no mercado chileno e nas novas conexões aéreas é vista como estratégia para ampliar o gasto médio dos turistas e diversificar o público visitante.

Otimismo com cautela

Embora a pesquisa aponte confiança no desempenho da temporada, com 51,2% dos entrevistados classificando o nível de confiança como alto ou muito alto, os desafios estruturais e operacionais demandam atenção imediata.

“Identificar os gargalos nos permite alinhar ações e promover diálogo com gestores públicos e outros interessados, garantindo respostas efetivas às demandas do mercado turístico”, reforça Mario Costa Junior, presidente do Destino Floripa.

Com a expectativa de movimentar significativamente a economia local e consolidar-se como um destino internacional, Florianópolis precisa equilibrar planejamento estratégico, melhorias estruturais e a promoção de experiências únicas para superar as limitações e aproveitar plenamente o potencial da temporada de verão 2024/2025.




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